Cultura

Festival de cinema independente volta a ocupar espaços públicos da cidade

Depois de dois anos de formato híbrido, o Festival Tela Aberta retorna em sua versão totalmente presencial com uma programação que ocupa praças, parques e centros culturais em diferentes regiões da cidade. São 34 filmes brasileiros — entre curtas, médias e longas-metragens — distribuídos em 18 dias de exibição, todos com entrada gratuita.

A curadoria deste ano, assinada pela cineasta Beatriz Nogueira, priorizou produções realizadas fora do eixo Rio-São Paulo. "Queremos mostrar que o cinema brasileiro respira em todo o país. Temos filmes do Pará, do Piauí, do Mato Grosso do Sul. Histórias que raramente chegam às salas comerciais", explica ela.

A abertura acontece na próxima sexta-feira, no Parque da Cidade, com a exibição do documentário Raízes do Cerrado, que acompanha comunidades quilombolas do Centro-Oeste. A sessão começa às 19h e é seguida de debate com a diretora e representantes das comunidades retratadas.

Programação e locais

Além do Parque da Cidade, as exibições acontecem na Concha Acústica, no Museu Nacional, na Praça dos Três Poderes e em seis administrações regionais. A ideia é levar o festival para bairros que normalmente não têm acesso a mostras de cinema de qualidade.

Haverá também uma sessão especial para escolas públicas, com filmes selecionados para diferentes faixas etárias e material didático preparado em parceria com a Secretaria de Educação.

A programação completa pode ser consultada no site do festival e em cartazes distribuídos nas bibliotecas públicas da cidade. Algumas sessões exigem retirada prévia de ingressos — gratuitos — para controle de público.

Cinema como espaço de encontro

Para além das telas, o festival aposta em atividades paralelas: oficinas de roteiro para jovens, masterclasses abertas com diretores e uma exposição fotográfica sobre os bastidores das produções exibidas.

"Cinema ao ar livre tem algo de especial. As pessoas chegam com cadeiras de praia, trazem os filhos, encontram vizinhos. Vira um evento comunitário", diz Beatriz. É exatamente esse espírito que o Tela Aberta quer cultivar — o filme como pretexto para o encontro.

FL

Fernanda Lopes

Jornalista com 12 anos de experiência em coberturas locais. Apaixonada por histórias que transformam comunidades.